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ESTAMOS ESTREIANDO UM NOVO ESPAÇO PARA DIVULGAR POSSE RESPONSÁVEL E NOSSOS ANIMAIS PARA DOAÇÃO.
A jornalista Lucille Veschi, eleita em 01.07.2009 a nova Diretora Administrativa ( Vice- presidente) é a responsável pela redação deste texto e Marcela Navarro, também eleita Conselheira Fiscal, desenvolveu toda a parte visual da Coluna e também será responsável pela reformulação deste site em breve. A publicação é feita no jornal local MAIS NOTICIAS e tem periodicidade quinzenal.
Uma ótima leitura para você!
DEMAIS MATERIAS SERÃO POSTADAS EM NOSSO BLOG
Billy e eu
Não tenho a menor idéia de quando o Billy nasceu. Deve ter sido num baita dia de sol, ou de uma bruta chuva, qualquer desses extremos. Só sei que não foi num desses dias mornos, agridoces, porque o Billy não tem nada de agridoce.
Billy é um cãozinho Cocker de pêlo dourado, com cerca de três anos, que nem a raça pura salvou de ser abandonado à própria sorte numa estrada. Talvez tenham pensado que o melhor destino para aquele que, um dia, tinha sido eleito o bicho de estimação da casa fosse ser encontrado por outros que o quisessem. Ou, quem sabe, a fome, o frio, o atropelamento... Não dá pra saber exatamente o que se passa na mente de uma pessoa que trata um ser vivo indefeso como se fosse um objeto descartável. O certo é que Billy foi condenado ao esquecimento por aqueles que ele amava.
Ah!, e como sei que ele amava? Bom, adotei o Billy faz um mês. Confesso que sou uma pessoa que ama animais, e talvez meu julgamento não seja neutro, mas o Billy é um dos cãezinhos mais amorosos que já conheci. Se eu me deito, ele deita. Se me levanto, lá vai ele... Na sala, no quarto, trabalhando ou vendo TV, tenho um companheiro inseparável. Não sei se a percepção animal é tão aguçada assim, mas juro que o amor incondicional que o Billy me dedica tem um bom tanto de gratidão. E isso, só por ter onde dormir, comida e água, uns biscoitinhos de vez em quando, passeios diários pra sair um pouco do apartamento bem paulistano (ou seja, “apertamento”)... E carinho. O básico, gratuito e insubstituível carinho.
Nessa equação, não sei quem faz mais bem a quem: se sou eu que protejo o Billy, ou se é ele que me dá algo que não se pode comprar. Confesso que quando procurei adotar um bichinho, estava pensando em tentar diminuir a horrível estatística de animais abandonados, maltratados, em situação de risco, que aumenta diariamente, apesar dos esforços de pessoas e ONGs bem-intencionadas, mas que não conseguem vencer a terrível velocidade do abandono. Porém, passado um mês, já tenho certeza que meu gesto de adoção ficou pequenininho diante do tamanho do amor que o Billy me dá. Claro que tem uma baguncinha de vez em quando, um xixizinho, uma sujeirinha no sofá... mas que espécie de egoísta eu seria se achasse isso maior que a fidelidade que eu recebo?
Posse responsável de um animalzinho, seja ele cão, gato, ou qualquer outro bichinho, passa indiscutivelmente pelo AMOR. Não se abandona, agride, mantém preso, nega comida e água, deixa de dar vacina, expõe ao sol, chuva ou frio, quem a gente ama. E, principalmente, jamais pode ser tratado como um objeto quem tem tanta capacidade de amar a gente. Nosso precioso sofá não nos ama como nossos vigias, guarda-costas, ouvintes, nossos carinhosos e sapecas companheiros. Enfim, nossos amigos.
Histórias como a de Billy também podem fazer parte da sua vida. É por isso que o Ajudanimal – ONG de proteção que cuidou dele, e que hoje abriga mais de 150 cães e gatos prontinhos para ganharem um lar de verdade – inaugura este espaço, para quinzenalmente trazer matérias do mundo animal, dar dicas de especialistas, contar outras histórias de amizade, além de apresentar seus peludinhos fofos. Impossível não se apaixonar! Fico imaginando se cada família adotasse um amiguinho, para viver a experiência de dar e receber tanto amor... sei não, mas acho que o mundo se tornaria um lugar muito mais belo de se viver.
 Lucille Veschi – jornalista, diretora administrativa do AjudAnimal e “mãe” do Billy
Protetores de animais se reúnem em São Caetano para encaminhar propostas aos prefeitos do Grande ABC

Diversos representantes de entidades e ONGs de proteção animal da região do Grande ABC estarão reunidos neste sábado, 18 de abril de 2009, às 10h, no auditório da Universidade São Caetano do Sul, que fica na rua Santo Antônio, 50, Centro. para finalizar um protocolo de intenções de leis abolicionistas em prol dos animais que será encaminhado ao prefeito de São Caetano do Sul e presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, José Auricchio Júnior.
É aguardada a participação de diversas entidades da região, tais como Arca de Noé, de São Caetano, Clube dos Vira-Latas, de Ribeirão Pires, Mountarat, de Santo André, Projeto Esperança Animal (PEA), de São Paulo, Grupo de Apoio aos Animais Maltratados e Abandonados (GAAMA), de São Bernardo do Campo, Associação Protetora de Animais de São Caetano do Sul (APASCS), NIPA, AjudAnimal, de Ribeirão Pires, Homem-Natureza e Toninho das Abelhas, de São Caetano, eentre outras, além de simpatizantes da causa animal.
A reunião servirá para apresentar o protocolo que está sendo elaborado pela advogada e ativista da causa animal, Dra. Renata de Freitas Martins, através de sugestões encaminhadas por diversas ONGs. Serão feitas 7 cópias que serão entregues aos prefeitos do Grande ABC na próxima reunião do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, que acontecerá no dia 4 de maio.
"É uma grande oportunidade que temos de fazer com que a causa animal entre no debate de discussões da região e o prefeito José Auricchio Júnior tem nos dado total apoio para essa ação. Esperamos com isso sensibilizar os demais prefeitos do Grande ABC para que elaborem leis em seus municípios a fim de evitar os maus-tratos e o abandono dos animais. Não podemos por exemplo considerar normal que o Grande ABC, principal palco da indústria automobilística do Brasil, tenha carroças com cavalos circulando pelas ruas. Esses animais sofrem maus-tratos, morrem por inanição e doenças do carrapato, além da falta de cidadania dos carroceiros, que devem ser inseridos na sociedade como recicladores de lixo e não como catadores, através de cooperativas", afirma Andréa Brock, que além de assessora do prefeito Auricchio é ativista da causa animal.
De acordo com a advogada Renata de Freitas Martins, o documento solicitará aos prefeitos que coloquem em prática em seus municípios leis como proibição da Vivissecção (utilização de animais em laboratórios e universidades a fim de estudo), castração, posse responsável, chipagem da população animal e proibição de carroças com cavalos, proibição de circos com animais e diversos espetáculos, tais como Rodeios. "Esperamos que essa ação sirva de exemplo para diversas cidades e que o Grande ABC sirva de exemplo como uma região que respeita os animais", afirma a advogada.
Entrevista Maria Cecilia Bentini com o locutor do programa PÉROLA EM NOTÍCIA, sr. Augusto - dia 31.03.2009 Radio Pérola da Serra - Ribeirão Pires - SP

A Rádio Pérola da Serra, abriu espaço em sua programação em 31.03.2009, durante a apresentação do programa PÉROLA EM NOTÍCIA, para entrevistar a Diretora Geral do abrigo AJUDANIMAL, com o intuito de conscientizar os ouvintes e a população como um todo a respeito da necessidade de ajudar no trabalho executado pela ONG, seja com apoio financeiro, seja com doação de medicamentos, jornais, produtos de limpeza, etc, neste dificil momento que a entidade atravessa atolada em dividas.


 Matéria publicada em 26.03.2009
Maria Cecília Bentini: paixão e dedicação aos animais
Por Vanessa de Oliveira
Nascida em São Paulo e morando em Ribeirão Pires há quatro anos, Maria Cecília Bentini dedica sua vida aos animais abandonados. diretora geral do abrigo Ajudanimal, a paixão pelos bichinhos vem desde a infância. “Minha mãe até brinca que eu aprendi a falar miau e au-au antes de falar papai e mamãe”, conta.
 Cecília é diretora geral do Ajudanimal
A iniciativa de ajudar os animais desamparados começou há vinte anos atrás, quando uma cadela, que estava com cinomose - uma das mais frequentes enfermidades dos cães, causada por um vírus que pode ser encontrado no fluxo ocular e nasal - apareceu na porta da casa de sua mãe, em Perdizes. “Passei maus bocados, mas ela conseguiu se recuperar. Porém, quantos não estavam na mesma situação que ela, na rua, doentes? Então, a minha visão começou a ficar mais atenta com esse tipo de coisa”, lembra Maria Cecília.
Inicialmente, o trabalho era informal. “Eu pegava os animaizinhos de rua, cuidava e deixava em pet shops para doar, e a paixão foi aumentando, mudei da casa da minha mãe e fui morar em um casarão próximo à Avenida Pompéia. Conheci uma pessoa que tinha mais de 50 gatos e sabia muito sobre proteção, castração popular, aí eu comecei a conhecer pessoas através da internet que gostavam de bichos tanto quanto eu, a gente começou a fazer uma rede de experiência e eu fui me aprofundando”.
Em 2000, Maria mudou-se para Barueri, por questões de emprego. Lá, ela tentou fazer um trabalho de proteção aos animais, mas, segundo ela, as pessoas com quem tinha ligação, na época, não quiseram assumir a responsabilidade de montar uma ONG. “Quando fui de São Paulo para Barueri, estava com dois cachorros e dois gatos. Em seis meses, eu pulei para 17 cachorros, depois passou para 38. Aí, a condição já estava insustentável, porque a casa em que eu morava era uma área residencial, então começaram as reclamações e eu tive que sair de lá. Na rede de proteção que eu tinha na internet, conheci a Cida Lellis (presidente do Clube dos Vira-Latas, de Ribeirão Pires), e ela falou de uma casa que tinha aqui para alugar. Na época, eu tinha acabado de perder o emprego e vim para cá com 36 gatos e 38 cachorros. Fiz três viagens para acomodar todos eles”, lembra.
Como o trabalho com os animais ainda era informal e isso gerava desconfiança das pessoas na hora de colaborar, ficou evidente que era preciso formalizar a ONG, para adquirir credibilidade e conseguir auxílio, o que aconteceu no meio do ano passado.
Hoje, o Ajudanimal abriga 122 cães e 19 gatos, e conta com uma equipe de sete pessoas: três na diretoria e quatro no conselho fiscal.
Apesar da paixão pelos bichos, Maria não cursou Medicina Veterinária. É pós-graduada em Publicidade e Propaganda pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). Ela justifica a escolha. “Eu não me permitiria abrir um bicho e eutanasiá-lo depois Ninguém faz isso com um ser humano. Agora que proibiram o sacrifício, não sei como eles estão fazendo para conseguir animais para estudo. Se arrumaram alternativas para estudar o corpo humano, porque não arrumam para estudar o animal?”, indaga.
Exercer esse nobre trabalho em prol dos animais tem um custo muito alto. “Os recursos são escassos, cada vez tem menos gente colaborando. Por conta dos reflexos da crise mundial, caiu muito o número de pessoas que contribuem e a gente está tendo que se virar para pagar todas as despesas. Tem alguns padrinhos, mas o valor arrecadado não chega a R$ 700,00. Para deitar a cabeça no travesseiro e dormir, precisaria gerar R$ 7.000”.
O carinho que ela dispensa aos animais é grande e recíproco. “Trato cada um como se fosse filho. Eles passam gratidão, sinto que eles gostam muito de mim. Eu percebo que eles têm uma pureza no olhar, é um amor desinteressado, independente do meu estado de espírito, da minha condição financeira, eles sempre vão me receber da mesma forma. É uma troca de calor e sentimento que, infelizmente, às vezes, a gente não percebe no ser humano”.
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AJUDANIMAL GANHA MATÉRIA DE CAPA DO JORNAL DO TREM DE 13.02.2009



O Ajudanimal agradece a equipe do JORNAL DO TREM, pela matéria realizada em seu abrigo pela jornalista Tayonara Gea. Recebemos mais de 100 visitas em nosso site em um unico dia e vários telefonemas de apoio ao nosso trabalho.
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